CONVITE FRATERNO #24

Histórico do Espiritismo – III

Toda a argumentação de que se serviram resume-se nisto: “Não creio; logo, não é verdade. Todos os que creem são loucos; só nós temos o privilégio da razão e do bom senso”. E incalculável o número dos adeptos feitos pela crítica séria ou galhofeira, porque em toda parte não se encontram senão opiniões pessoais, vazias de provas contrárias. Mas, prossigamos a nossa exposição.
As comunicações por meio de pancadas eram lentas e incompletas. Reconheceu-se que, adaptando um lápis a um objeto móvel: cesta, prancheta, ou outro, sobre o qual se colocassem os dedos, esse objeto se punha em movimento e traçava caracteres. Mais tarde reconheceu-se que tais objetos não passavam de acessórios, perfeitamente dispensáveis. A experiência demonstrou que o Espírito, agindo sobre um corpo inerte para o dirigir à vontade, podia do mesmo modo atuar sobre o braço ou a mão para conduzir o lápis. Surgiram, então, os médiuns escreventes, isto é, pessoas que escreviam, involuntariamente, sob a impulsão dos Espíritos, aos quais serviam assim de instrumentos e intérpretes. Desde então, as comunicações não tiveram mais limites e a permuta de pensamentos pôde efetuar-se com tanto mais rapidez e desenvolvimento quanto entre os vivos. Era um vasto campo aberto à exploração, a descoberta de um mundo novo: o mundo dos invisíveis, assim como o microscópio descobrira o mundo dos infinitamente pequenos.

(Livro – O espiritismo na sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *