CONVITE FRATERNO #23

Histórico do Espiritismo – II

Todos os seres que se comunicaram dessa maneira, quando interrogados sobre a sua natureza, declaravam ser Espíritos e pertencer ao mundo invisível. Como os Histórico do Espiritismo mesmos efeitos se reproduzissem em grande número de localidades, por intermédio de pessoas diversas, e, além disso, observados por homens muito sérios e muito esclarecidos, não era possível que todos eles fossem vítimas de uma ilusão.
Da América o fenômeno passa para a França e para o resto da Europa, onde, durante alguns anos, as mesas girantes e falantes estiveram em moda e se tornaram o divertimento dos salões; depois, quando se fartaram deles, deixaram-no de lado, em busca de outra distração.
O fenômeno não demorou a apresentar-se sob um novo aspecto, fazendo-o sair do domínio da simples curiosidade. Os limites deste compêndio não nos permitem acompanhá-lo em todas as suas fases, de modo que abordaremos, sem transição, o que ele oferece de mais característico, o que principalmente prendeu a atenção das pessoas sérias.
Para começar, digamos, de passagem, que a realidade do fenômeno encontrou numerosos contraditores. Uns, sem levarem em conta o desinteresse e a honradez dos experimentadores, não viram naquilo mais que uma trapaça, um hábil golpe de mágica. Os que nada admitem fora da matéria, que só acreditam no mundo visível, que pensam que tudo morre com o corpo, os materialistas, numa palavra os que se qualificam de espíritos fortes, lançaram a existência dos Espíritos invisíveis na categoria das fábulas absurdas; tacharam de loucos os que tomavam a coisa a sério e os carregaram de sarcasmos e zombarias.

(Livro – O espiritismo na sua expressão mais simples e outros opúsculos de Kardec)

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