CONVITE FRATERNO #11

Do ponto de vista religioso, o Espiritismo tem por base as verdades fundamentais de todas as religiões: Deus, a alma, a imortalidade, as penas e as recompensas futuras, independentes de qualquer culto particular. Seu objetivo é provar, aos que negam ou duvidam, que a alma existe, que sobrevive ao corpo e experimenta após a morte as consequências do bem ou do mal que tenha feito durante a vida corporal. Ora, isto é de todas as religiões. Como crença nos Espíritos, ele é igualmente de todas as religiões, assim como é de todos os povos, visto que, onde quer que haja homens, há almas ou Espíritos; que as manifestações são de todos os tempos, achando-se seus relatos em todas as religiões, sem exceção. Pode-se, portanto, ser católico, grego ou romano, protestante, judeu ou muçulmano, e crer nas manifestações dos Espíritos; por conseguinte, ser espírita. A prova disto é que o Espiritismo tem aderentes em todas as seitas. Como moral, é essencialmente cristão, porquanto a que ele ensina não é senão o desenvolvimento e a aplicação da do Cristo, a mais pura de todas, cuja superioridade não é contestada por ninguém, prova evidente de que ela é a lei de Deus. Ora, a moral é para uso de todo o mundo…
É verdade que o Espiritismo combate certas crenças, tais como a eternidade das penas, o fogo material do inferno, a personalidade do diabo, etc. Mas também é certo que essas crenças, impostas como absolutas, só têm gerado incrédulos, em todos os tempos e ainda hoje. Ao dar a esses dogmas e alguns outros uma interpretação racional, o Espiritismo reconduz à fé os que dela se afastaram, prestando, desse modo, um serviço à religião. E por isso que um venerável eclesiástico dizia a este respeito: “O Espiritismo faz crer em alguma coisa; ora, mais vale crer em alguma coisa do que não crer absolutamente em nada”.

(Livro – O espiritismo na sua expressão mais simples)

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